Opinião sobre as subcategorias nas carteiras de habilitação de motociclistas

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Há pouco mais de 1 mês, fiz uma postagem sobre o projeto de lei do deputado Roberto de Lucena (PV-SP) que cria 3 subcategorias para a habilitação de motociclistas: a A1, A2 e A3. A postagem teve uma boa repercussão nas redes sociais e, até hoje, recebo e-mails sobre o assunto.

Acho que demorei demais para postar uma opinião sobre o fato. No dia que fiz o post, o texto era mais informativo (e revoltado), e não explicava por qual motivo eu não concordava com o texto proposto. Mas como diz o ditado, antes tarde do que nunca.

A ideia de habilitar de forma diferente um motociclista para pilotar motos de alta cilindrada, é válida, mas não há necessidade de subdividir a categoria “A”. Quem anda de moto e ler o projeto de lei do Deputado, nota que a maneira em que foi elaborado, está errado em conceito e essência.

As moto-escolas trabalham errado. Ensinam as leis de trânsito e preparam o motociclista para o teste prático no Detran. E só. O que elas deveriam fazer também, é ensinar o aluno a pilotar uma moto de maneira segura e responsável.

Então em primeiro lugar, os políticos deveriam fazer o sistema de moto-escolas funcionar direito. Só assim pode-se pensar em fazer algo com elas. Trabalhar contra a corrupção que acontece entre elas e os Detrans é um bom começo.

Em segundo lugar, não há necessidade de se criar um novo sistema nas moto-escolas onde os motociclistas podem se preparar para pilotar motos de alta cilindrada. Esse sistema já existe, e às pencas no Brasil. São escolas de pilotagem de motos. Nessas escolas você prepara DE VERDADE o motociclista que vai estar em cima de uma esportiva por exemplo. Inclusive, esses cursos preparam o cara em um AUTÓDROMO; com instrutores que, na grande maioria, são ex-pilotos. Pessoas focadas em pilotagem e segurança.

Aos advogados do diabo que vão me crucificar dizendo que as ruas não são pistas de corrida, uma informação. Temos esportivas no mercado que superam os 300 km/h e chegam da imobilidade aos 100 km/h em questão de pouquíssimos segundos. Não são motos para rodar nas ruas, mas rodam.

Portanto, basta criar a obrigatoriedade de um motociclista portar uma “carteira especial” (além da A), se quiser andar nas ruas, por exemplo, em motos de 500 cc pra cima.

Mandar o motoboy que quer trocar a CG por uma Twister ir na moto-escola se reabilitar na A2, não resolve NADA. E depois se quiser trocar a Twister por uma Suzuki GS 500, piorou.

Sofri dois acidentes de motos, ambos causados por motoristas (uma mulher ao celular e um senhor fazendo merda na Av. 23 de maio); aos olhos de terceiros eu, como motociclista, estava errado. Pelo simples fato de ser motociclista. Mas não, em ambos os casos os motoristas dos carros foram, comprovadamente, titulados como culpados dos acidentes. Quem paga o maior seguro obrigatório (e qual a desculpa)? Quem foi mesmo a vítima nesses casos?

A corda sempre quebra para o lado do motociclista nesse país. Por isso sempre aparecem políticos com ideias “sensacionais” para resolver o que eles consideram um problema.

E por qual motivo relatei os meus acidentes? Simples. Pelo fato de que há também que se preparar melhor os motoristas. E por qual motivo digo que a corda sempre estoura para o lado do motociclista? Simples também. Poque também devem ser habilitados de forma diferente, os motoristas que querem pilotar carros esportivos pelas ruas. Não são apenas as Hayabusas que estão disponíveis nas concessionárias para quem pode pagar o preço delas, vendem-se também Ferraris e Porsches.

Como disse no começo deste texto, essa É A MINHA OPINIÃO, que achei válida inserir aqui no blog por conta da repercussão e das mensagens que recebo no meu e-mail.

2012-05-23T14:51:59-03:0023 maio, 12|Motos e Bikes, Opinião|

  1. Vinicius Rosa de Jesus 17/jul/2012 at 04:33- Responder

    Namoral Amoo Moto Mas Se Isso que Postou For Verdade Msm, Vou desistir de Fazer Parte desse Mundo de Roubo do Governo através de Leis Criadas Com Sentidos de Explicitamente de ROUBAREM, Pois tem muita Gente crescendo e buscando uma vida melhor ai compra uma motinha ou um carro e vai tirar habilitação e depois que fica habilitado que começa os reais problemas, agora eles querem inventar novas categorias para vce ter que gastar mas dinheiro com Dudas ” Imposto cobrado pelo detran” E Etc… Pow esse Brasil tá De Mal a Pior com Esses Parlamentares Burgueses e Ladrões…
    é só Vai Piorar Mas !!!

  2. ski10line 04/ago/2012 at 23:21- Responder

    Antes já existia essas subcategorias, pois a minha era A3, depois virou apenas A. Quanta perda de tempo.

  3. Emailparaspan 08/ago/2012 at 17:15- Responder

    Concordo com todas as letras com o seu comentario, pois sempre que acontece um acidente envolvendo motociclista, invarialvemente, ele é sempre apontado como culpado. Mesmo que o motorista esteja totalmente embriagado, ou sem habilitação, com celular no ouvido, etc, não importa, o culpado é sempre o motociclista…

  4. Jefferson Takebe Motta de Oliv 16/set/2012 at 22:50- Responder

    Morei no Japão, tenho a habilitação de lá, mas só a de carro e essa me da o direito de pilotar motos até 50cc, depois tem uma até 250cc outra até 400cc e uma de 500cc pra cima… e vou falar: É beeem dificil tirar essas licenças.

    É um dos lugares mais dificeis do mundo pra se tirar a licença pra dirigir!

  5. Ivan 23/out/2012 at 20:50- Responder

     Sou a favor das categorias, sem dúvida, mas por tempo de experiência e não ter que voltar a auto escola para fazer prova que não comprova absolutamente nada como no atual exame para categoria A.
    ISSO SÓ IRÁ GERAR MAIS CORRUPÇÃO!!!
    Na minha última viagem vi um pseudo jaspion perder a tangência de uma curva 3 vezes na subida de uma serra pilotando uma Transalp 0km. Pensei que ele fosse passar reto e cair lá embaixo.
    O problema é simples, na verdade houve uma melhoria grande para determinadas classes sociais, o cara tira a carteira e compra um macacão de jaspion, um motão, no mínimo 600cc e depois Morre. Esse é o relato de um um amigo proprietário de uma CC Suzuki, Rio de Janeiro.
    É isso meus irmãos. Ivan 42 anos de motociclismo e dirigente do Alone On Road Moto Grupo, Moderador do Pequenas Notáveis Moto Comunidade.
    Espero ter contribuído.

  6. Davi de oliveira 26/out/2012 at 18:28- Responder

    Isso é uma verdadeira palhaçada, porque só vai servir para os “detrans” o Governo, lucrar com isso a nossa custa mais ainda do que ja lucra, e se um cara tem UM CARRO POR EX: um fiat uno e passa para uma ferrari, ele não vai ter que ter carteira “b2” nem “b3”, mais para as motos tem que ter isso? isso ja é uma perseguição aos motociclistas mesmo! E ALÊM de criar categorias achou pouco criar duas, AÍ cria lógo (3)??? porque o cara que compra uma 400cc logo vai passar para uma maior, e vai com certeza ter que tirar essa outra categoria “a3” TA NA CARA QUE O OBJETIVO DELES É APENAS O DE LUCRAR!

  7. tom 11/dez/2012 at 21:47- Responder

    ok…realmente eles não tem mais o que inventar ..moro no rio ja pago um absurdo de ipva de uma moto 125 ..isso é falta do que fazer …. GENTE essas categorias ja existiram e foram abolidas a alguns anos acredito que muitos motoqueiros ( motociclista ) lembram bem pois minha carteira de motorista tinha as siglas “A3D” hoje é só AD o detran tirou o 3 se realmente essa moda pega terei que tirar outra carteira ou o sr. deputado colocara no seu projeto um item que diz…” os motorista que ja tinham em sua carteira de motorista com habilitação para moto a categoria com numeros, receberão de volta sem custo algum e sem precisar fazer curso em moto (auto ) escola de motociclista a categoria a qual pertencia” ou seja ..e ai eu fico como????????

  8. rodofon 09/fev/2013 at 18:45- Responder

    Não posso concordar q uma pessoa que tenha uma moto maior q 500 cilindradas precise de uma habilitação especial, assim como um motoboy precise de uma profissional. Todos sabemos que o aspecto burocrático não resolvem em absolutamente nada o problema. Nós sabemos muito bem q um acidente a 60km/h pode te matar tanto quando um a 100 ou 120.
    Penso q a sociedade atual, talvez mais nos grandes centros, e mais ainda, aqui em SP, tem exagerado nas atitudes preventivas como desculpa de cobrar impostos.
    Controlar é uma mentira e o detran é outra. O que impera é a industria das multas e despachantes em geral.

    Agora, em relação aos carros que fazem a economia girar com seus absurdos valores de ipva, seguro, peças, manutenção e obsolescência cutíssimamente programada, são os verdadeiros reis do pedaço. Seu conforto e segurança permitem q seus usuários sejam verdadeiros multiprocessadores com ações que vão de ouvir música, falar no celular, ver o gps, tv e jornal…

    Pra fechar, acesse o youtube e confira os ridículos, mas muito perigosos, acidentes de carros de câmbio automático!

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