Aletp - Alessandro Temperini

Texto: “Alma de Motociclista”

Esse não é o primiero texto não escrito por mim que divulgo, na íntegra, aqui no blog. Quando um texto é bem trabalhado e escrito com o coração, não há o que fazer a não ser mostrá-lo exatamente como foi feito.

“Alma de Motociclista” é um texto do amigo Tiago Pereira dos blog Seu Modesto e tiagopereiraBlog.

“O coração pulsa mais forte, bombeando para o resto do corpo uma mistura de óleo, gasolina e asfalto. O dia amanhece e as estradas da vida aguardam ansiosas por seus maiores amantes. Por dez, cem ou até mesmo mil quilômetros, a adrenalina e a brisa no rosto tomam conta daqueles que fazem do viver sobre duas rodas o seu estilo de vida. Um botão da inicio a aventura para aqueles que a buscam, seja debaixo de chuva ou com Sol a pino, o que faz de você um motociclista não são as cilindradas que você pilota, mas as suas atitudes quando está em cima delas.

A mão vira o acelerador e o motor ronca alto, jogando ainda mais alto todo o estresse e as preocupações do dia a dia. É no espaço de tempo entre a partida e a chegada que o motociclista faz o que mais ama, ou seja, percorrer o desconhecido atrás de novos lugares, novas amizades e novos rumos, sempre atento a sua segurança e a daqueles que, assim como ele, prezam muito pelo chegar bem e não pelo chegar mais rápido.

De brasão nas costas, alforjes carregados, capacete e tanque cheio, o que vale é a liberdade, o prazer de pilotar e a quantidade de mosquitos grudados na jaqueta ou no colete, misturados aos mais variados de inúmeros encontros e lugares visitados.

Não somos bandidos, não nos julguem injustamente, somos apenas aventureiros, muitos até pais de família, que fizeram de uma paixão o seu estilo de vida. Somos médicos, advogados, vendedores, programadores, publicitários e empresários de todos os ramos que você possa imaginar. Somos rock and roll e cerveja gelada, chuva fria, sol e praia, pilotos de motos, churrasqueiras e carrinhos de bebês.

Somos motociclistas, não tentem nos entender, nos ame ou nos odeie, não importa, seremos sempre assim, uns loucos outros corretos, caseiros e sem tetos, famílias e puteiros, som alto e som ainda mais alto. Não nos imponham regras, não delimitem nossos espaços, não somos pássaros, mas queremos, e vamos voar sempre.

Motor em ponto morto, a chave gira e as luzes se apagam, o pezinho sustenta agora aquilo que nos levou por tantos quilômetros. Por um breve momento o capacete é deixado de lado, apenas por um breve momento…”

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