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Prefeitura de São Paulo mantêm Cidade Limpa durante Copa de 2014 e frustra patrocinadores

Mídia externa próxima ao aeroporto na Copa da Alemanha com Oliver Kahn

As pretensões publicitárias das empresas patrocinadoras da Copa do Mundo de 2014, que acontece aqui no Brasil, e o projeto Cidade Limpa, que combate a poluição visual em São Paulo, parecem antecipar uma guerra anunciada. A Prefeitura da cidade já informou que vai manter a Lei durante o evento e que não há espaço para ceder na questão.

Na última Copa, em 2006 na Alemanha, as cidades foram enfeitadas com pôsteres gigantes de jogadores, que encobriam edifícios inteiros e até rodovias, mas, com a lei paulista contra a poluição visual, a maior e mais rica cidade do país pode bloquear as pretensões das empresas em lucrar com cartazes dos atletas espalhados pelas ruas.

Segundo a diretora de Meio Ambiente e Paisagem Urbana da Emurb (Empresa Municipal de Urbanização), Regina Monteiro, a Emurb está montando uma comissão para tratar especificamente da questão publicitária durante a Copa do Mundo, mas, segundo ela, isso não quer dizer que haverá uma liberalização desordenada para as empresas anunciarem.

Segundo a diretora, nem mesmo a sucessão na prefeitura, que terá eleições em 2012, dará a “mínima chance para mudar essas regras”.

Porém, para empresas que investem muito dinheiro em marketing, o que o Cidade Limpa proporciona é insuficiente. A Adidas, patrocinadora oficial da Fifa, realiza atualmente sua publicidade em São Paulo com placas de menos de um metro quadrado em jardins e canteiros mantidos pela empresa, obviamente muito pouco para as pretensões de qualquer conglomerado de grande porte durante uma Copa do Mundo.

O gerente de comunicação da Adidas, Paulo Ziliotto, afirmou que, em eventos como o Mundial, deve haver espaço para uma flexibilização, adequando as cidades à grandiosidade da competição.

Caso a prefeitura permita que grandes peças publicitárias sejam expostas durante o Mundial de 2014, pode abrir o precedente para outros eventos, mesmo de menor porte, pleitearem tal liberdade.

A Nike é outra grande empresa interessada no direito de usar a cidade para expor sua marca durante a Copa do Mundo. Patrocinadora oficial da seleção brasileira, a companhia há tempos já planeja projetos visando o Mundial do Brasil.

Uma fonte da empresa, que não quis se identificar, afirmou que a Nike procurará os mesmos direitos da Adidas para explorar os espaços públicos, sendo esses direitos amplos ou restritos.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Fifa informou que “não há um parágrafo” no acordo entre a entidade e as cidades que imponha cotas de publicidade ou impeça a exploração do espaço público.

Via R7

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