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As 800 cc podem não acabar na MotoGP

Como havia sido divulgado no ano passado, a partir de 2012 a MotoGP terá a entrada das motos de 1.000 cc. Nos recentes testes realizados pelas equipes de MotoGP em Sepang, os dirigentes sentaram para definir as regras para que essa mudança aconteça.

O aumento de cilindrada é visto com bons olhos, principalmente por pilotos e adeptos da modalidade. Desde que foram introduzidas as 800 cc, as críticas não pararam, na grande maioria das vezes devido à monotonia que estas motos vieram trazer para as corridas de MotoGP, em comparação com as antigas 990 cc.

De acordo com Hervé Poncharal, diretor da equipe Yamaha Monster Tech3 e presidente da IRTA – Associação das Equipes de Competição – as regras ainda não foram decididas pois é necessário analisar os custos, e os fabricantes têm de decidir o que vão fazer tendo em conta as várias possibilidades que as regras conhecidas até ao momento oferecem, tendo dado o exemplo da sua própria equipe, a Tech3.

Segundo disse Hervé: “Talvez a Yamaha continue com a moto de 800 cc por mais um ou dois anos? Ou talvez eles queiram alugar-nos a moto, enquanto eles correm com a 1000 cc? Ou talvez eles queiram que nós os ajudemos a desenvolver a 1000 cc desde o início? Ainda não sei. Vou estudar com a Yamaha porque as regras dizem até 1000 cc, com quatro cilindros. Portanto existe a possibilidade de participar com uma moto de menor cilindrada. Por isso parece que existe a possibilidade para os fabricantes – se eles o quiserem – de continuar a utilizar a moto de 800 cc. Não digo que é o que vai acontecer. Digo que existe essa possibilidade. Vai ser uma questão de custos.”

Ainda de acordo com Poncharal as regras devem ficar totalmente definidas e conhecidas antes da primeira corrida em abril. Todos querem que as regras sejam válidas e fixas por cinco anos, mas com um certa flexibilidade para o caso de alguma coisa acontecer.

Corridas com motos de cilindradas diferentes competindo entre si, não são novidade no Mundial de Velocidade. As 500 cc (de 2 tempos) já estiveram na pista ao mesmo tempo que as 990 cc (4 tempos) e, para esta temporada, havia a possibilidade de participar na nova categoria Moto2, com motos de 250 cc (2 tempos), ou com as novas motos de 600 cc (4 tempos). Todas as equipes optaram pelas 600 cc, e as 250 cc chegaram mesmo ao fim da sua vida na competição.

Via Motociclismo.pt

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