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Johnson’s processa Cruz Vermelha por uso de símbolo

A companhia de suprimentos médicos Johnson & Johnson entrou com um processo contra a Cruz Vermelha americana acusando a organização de caridade de uso indevido do famoso símbolo da cruz vermelha para fins comerciais. A Johnson & Johnson afirma que um acordo com a fundadora da organização de caridade, em 1895, deu à companhia o “uso exclusivo” do símbolo como marca registrada para produtos químicos, cirúrgicos e medicamentos. A companhia afirma que a Cruz Vermelha americana violou o acordo ao licenciar o símbolo para outras companhias usarem na venda de produtos. Já a organização de caridade descreveu o processo como “obsceno”.

A Cruz Vermelha americana afirma que muitos dos produtos em questão eram estojos de primeiros-socorros, saúde e segurança e que os lucros obtidos com as vendas seriam utilizados para apoiar campanhas em regiões atingidas por desastres.

O processo pede a suspensão das vendas dos produtos em questão que ainda não tenham sido vendidos – incluindo luvas médicas, cortadores de unha, pentes e escovas de dente – e a entrega dos produtos para a Johnson & Johnson.

“Depois de mais de um século de forte cooperação no uso da marca registrada Cruz Vermelha, ficamos muito decepcionados ao descobrir que a Cruz Vermelha americana começou uma campanha para licenciar a marca registrada para vários negócios, para fins comerciais”, disse a Johnson & Johnson em um comunicado.

A empresa, mais conhecida por produtos para bebês e pelo curativo Band-Aid, utilizou o símbolo pela primeira vez como marca registrada em 1887, no mesmo ano em que foi incorporado como um negócio. A Cruz Vermelha americana foi fundada em 1881, mas não recebeu a carta-patente do Congresso dos Estados Unidos até 1990.

O processo argumenta que a companhia chegou a um acordo com a fundadora da organização de caridade, Clara Barton, a respeito do uso comercial do símbolo em certos produtos. O acordo determinava que a carta-patente não dava à organização de caridade o direito de se envolver em atividades comerciais que poderiam entrar em conflito com as atividades da companhia privada.

Os dois lados têm tentado resolver a disputa em particular por vários meses, e o processo deve atrair uma publicidade incômoda para ambos.

A Cruz Vermelha americana afirma que as acusações de que violou estatutos criminais são “obscenas” e acrescenta que acredita que as ações da companhia têm motivos financeiros.

“Estamos ajudando americanos”, disse o diretor-executivo da organização de caridade Mark Everson. O símbolo da cruz vermelha foi adotado pelos predecessores do Comitê Internacional da Cruz Vermelha em 1863.

O símbolo foi escolhido para estipular respeito pelos serviços médicos do Exército, voluntários na prestação de primeiros-socorros e vítimas de guerras em conflitos armados em todo o mundo.

Enviada por Daniel Belo

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