Marcas e Mascotes

Carbonell | História da Marca

Carbonell na Espanha
Em 1866, Antonio Carbonell, arrecadador de impostos em Córdoba, percebendo a abundância de azeite e a grande demanda na região, começou a se interessar pelo seu comércio. Rudimentarmente começou a enlatar e a comercializar o azeite.

Desde 1868 seu azeite era vendido fora da Espanha, consolidando a fama de grande distribuição que permite à Carbonell hoje estar presente em 95% dos pontos de venda do país. Em 1878, Antonio Carbonell falece repentinamente. A Carbonell continuou sob o comando de sua esposa, Dona Cândida, grande empresária e que conseguiu dar continuidade aos planos do marido em termos de crescimento e estabilização da empresa.

Em 1879, as exportações se consolidam, destinadas à Liverpool e Marselha. O principal fato que levou a Carbonell a exportar o azeite foi o extraordinário contrato que fechou com o Ministério da Marinha Inglesa. Através da Marinha Real Inglesa o azeite Carbonell começou a ser conhecido no mundo inteiro, sendo vendido em quase todos os países dos 5 continentes.

Entre os anos de 1897 a 1914, as atividades comerciais e industriais se multiplicaram na Carbonell. Este período corresponde à abertura de diversas sucursais com a compra em 1898 da fábrica de azeites Buena Vista em Córdoba, em 1900 uma fábrica em Aguilar de La Frontera e em 1913 em Granada. Em 1912, adquiriram um armazém em Sevilha.

Aos 26 anos, o filho de Antonio Carbonell, Carlos Carbonell y Morand assume o comando da empresa, continuando a obra iniciada por seu pai. Em 1917, falece entrando a família a frente dos negócios. Com isso, o capital da empresa, propriedade neste momento dos 33 membros da família, dobra em 1920.

Uma mudança importante aconteceu em 1935. O Banco Hispano Americano, a quem a Carbonell havia pedido um empresário, visou assumir o controle da empresa, porém, no ano seguinte a empresa tornou-se uma Sociedade Anônima, fato que aumentou a participação dos acionistas, dissipando o poder entre eles e frustando as intenções do banco.

Por volta de 1900, aconteceu a única mudança de embalagem de lata do azeite. Antes havia duas latas diferentes. Com a mudança, as duas latas foram incorporadas à uma nova embalagem estando ao lado da “moça” que é marca registrada da Carbonell. Além disso foi acrescentada uma moldura vermelha ao redor do desenho.

Na década de 60, a Carbonell diminui a venda de azeite à granel e passou a aperfeiçoar as embalagens de vidro e plástico.
A inovação tecnológica e o controle de qualidade caracterizam a Carbonell desde a sua fundação.

Um fato atípico que marcou a sua história ocorreu em 1981 quando foi comprovado um envenenamento maciço por um azeite concorrente na Espanha. Este fato fez aumentar a credibilidade da Carbonell no mercado, havendo um conseqüente aumento de vendas, recorde no mês de setembro para a empresa.

Em 1985, o Grupo Elosua assume o controle da empresa juntamente com o governo espanhol através de uma empresa do Ministério da Agricultura. Este grupo tem cobertura internacional e possui fábricas na Califórnia e Argentina e representações comerciais em Nova Iorque, Frankfurt, Amsterdam, Londres e São Paulo. Possui 2.000 empregados e 3.000 acionistas. O grupo Elosua é líder de vendas de azeite de oliva no mundo, de legumes enlatados na Europa e em vinagres, salsas, mostardas e azeitonas pretas na Espanha. Além desses produtos, a Carbonell possui também na sua linha, salada de futas e catchup.

Carbonell no Brasil
Desde 1940, Mario Gomes Carrera representava produtos espanhóis no Brasil, dentre eles o azeite Carbonell. A Carbonell Espanha percebendo que seus negócios estavam crescendo no país, decide instalar uma filial no país. Isto ocorreu principalmente devido ao elevado consumo de azeite por parte dos imigrantes europeus.

Assim, em 1974, Mario Gomes Carrera passou de representante para presidente da filial. O primeiro escritório era uma sala na Avenida Paulista, sob a sua responsabilidade. No ano seguinte, com 3 funcionários, foi transferido para o Brás. Em 1976, Mario Gomes Carrera decide desligar-se da empresa e a Carbonell muda-se para o Cambuci já com mercadoria própria, permanecendo até 1981. Essa mudança ocorreu devido à necessidade de um local maior para o armazenamento dos produtos. Com esta estrutura a Carbonell chega a ter 90 funcionários.

Temendo não conseguir sobreviver apenas com o azeite, a Carbonell tenta durante esse período no Cambuci, trazer outros produtos para o Brasil como vinhos alemães e franceses e uísques escoceses, o que durou pouco tempo. A Carbonell percebeu que o azeite era o produto que mais se destacava e que o objetivo da empresa era fixar a marca Carbonell no país com produtos de alta qualidade e confiabilidade.

O principal fato que fez a Carbonell desistir da antiga estrutura foi a insatisfação da maioria dos vendedores que não conseguiam, com suas vendas, um bom nível de remuneração. Eles tinham que cobrir cerca de 4.000 clientes que compravam em média 2 caixas por mês, enquanto poucos vendedores concentravam o maior número de vendas, por atenderem grandes clientes como o Pão de Açúcar, Makro, Carrefour, Eldorado e Paes Mendonça.

Outro aspecto é que a Carbonell passava a ser vista pelos atacadistas e importadores como mais um concorrente, pois também vendia para o varejo disputando o mesmo segmento de mercado.

Por isso, esta estrutura de estocagem e comercialização acaba em 1981 e a Carbonell passa de importadora para uma empresa prestadora de serviços, permanecendo assim até hoje.

Neste período a empresa permanece no bairro da Aclimação até 1991 quando é transferida para o atual endereço na Vila Mariana.

Sua função passa a ser então a de uma intermediária entre o cliente (importador, supermercadista) e a matriz na Espanha. A Carbonell é responsável por todo o controle de qualidade e assistência necessária, promovendo cursos rápidos a vendedores, bem como promoção e propaganda dos produtos.

O azeite Carbonell foi o primeiro produto a ser trazido para o país, sendo o principal produto comercializado até hoje. Suas vendas representam 97% do faturamento da empresa. O azeite Fígaro começou a ser importado em meados de 1976 e o vinagre Carbonell foi introduzido no mercado nacional há apenas cinco anos.

A Carbonell do Brasil também é responsável pela coordenação das vendas para a América do Sul (exceto Venezuela e Guianas), objetivando manter e conquistar novas vendas nestes países. Além disso, dá suporte de marketing, mantendo contato e fazendo visitas periódicas a estes países.

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