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Justiça de Santa Catarina decide retirar outdoors da Ellus

No final de setembro, o Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) abriu um processo para julgar, a pedido de consumidores, a campanha em outdoors e revistas da fabricante de roupas Ellus em que dois modelos aparecem nus ou seminus, por considerá-la de forte apelo sexual. Mas, antes mesmo que a instituição se manifestasse, a Justiça de Santa Catarina atendeu semana passada ao pedido feito pelo Ministério Público do Estado de retirada da campanha do ar. A decisão, por se tratar de interesse coletivo, é extensiva a todo o País.

Até o final da tarde de quinta-feira passada, dia 16/nov, a Ellus dizia não ter sido notificada da decisão. Por isso, não antecipou se acatará a medida ou entrará com recurso. Entretanto, em resposta enviada a uma carta de um consumidor insatisfeito com a propaganda, a Ellus não parecia disposta a ceder. Flávio Ignacio escreveu que seu desagrado não se tratava de puritanismo, mas ele acreditava que existia limite entre o belo e o vulgar, entre o sensual e o pornográfico, entre a insinuação e a leviandade.

Em sua resposta, a empresa se defendeu sob o argumento de que se trata de arte e que a ‘maldade’ está na cabeça do consumidor: ‘A Ellus é uma marca que destaca a beleza e a atitude da mulher e do homem que a vestem. Uma coleção é composta por 50% de roupa e 50% de emoção. A foto em questão foi idealizada nesse contexto.  Na foto são mostrados apenas os contornos da modelo, que está de perfil, não mostrando-se aparente qualquer parte íntima de seu corpo.’

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